JUVENTUDE E TRANSGRESSÃO: UM OLHAR FREIRIANO NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA ESCOLAR

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Resumo

O artigo aborda a relação entre juventude, transgressão e violência escolar no Ensino Médio à luz da pedagogia freiriana (Freire, 1987, 2011, 2013), dos estudos de Abramovay (2002), Novaes (2009) e Dayrell (2007), entre outros. Este trabalho é resultante da pesquisa de doutorado em Educação desenvolvida entre 2021 e 2025, que teve como objetivo investigar e analisar o que os estudantes do Ensino Médio do Instituto Federal de Mato Grosso – Campus Cáceres praticam como violência escolar naquele campus, e compreender como os jovens percebem e vivenciam a violência no ambiente escolar. A pesquisa teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Fundamentada na pesquisa qualitativa, bibliográfica, documental e análise temática, a pesquisa analisou as relações sociais dos jovens e a violência escolar. Os resultados indicam que os estudantes utilizam a transgressão como forma de resistência e expressão de liberdade. Verificou-se que a violência escolar se manifesta na forma de preconceitos, brincadeiras de mau gosto, bullying e trote como prática perversa nas relações sociais, comprometendo o diálogo e a convivência. Conclui-se que reconhecer a voz juvenil e adotar uma perspectiva crítica e emancipadora são caminhos para a construção de uma escola mais democrática e humanizada.

Biografia do Autor

Suely Nobre de Sousa, Instituto Federal do Mato Grosso - Campus Cáceres

Doutora em Educação pela Uniube. Servidora do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul, campus Cáceres

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Publicado

26/04/2026

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Artigos