A CURRICULARIZAÇÃO DAS FORMAS CONSENSUAIS DE COMPOSIÇÃO DE CONFLITOS ALIADA À METODOLOGIA ATIVA DO ROLE-PLAY: UM FAVORECIMENTO AO PERFIL DIALÓGICO DO JURISTA CONTEMPORÂNEO

Autores

  • Herisson Jones Brandão Araújo

Resumo

O Brasil é um país onde os juristas são muito afeiçoados a resolver quaisquer problemas por meio de demandas judiciais, em virtude de uma formação acadêmica defasada e alheia a outras soluções mais adequadas. Fruto das inquietações geradas por esse contexto, o presente artigo apresenta uma pesquisa bibliográfica que, pelo método indutivo, investiga em que medida o Role-Play pode auxiliar os cursos de Direito no ensino das formas extrajudiciais de composição de conflitos e na formação de bacharéis que optem por essa via. Nesse desiderato, evidencia as vantagens de os estudantes, de maneira simulada, interpretarem papéis, retratando a realidade que os espera após o bacharelado, de modo a incitá-los a, nas situações oportunas, serem bons conciliadores e/ou mediadores. Traz um desenvolvimento composto por três capítulos, que tratam, respectivamente, sobre a inserção da conciliação e da mediação como disciplinas obrigatórias nas graduações em Direito, sobre as metodologias ativas de aprendizagem no ensino jurídico e sobre o Role-Play aplicado à relação de ensino-aprendizagem atinente aos meios consensuais de solução de conflitos. Conclui no sentido de que os operadores do Direito que, já na faculdade, receberem formações baseadas em metodologias favorecedoras do consenso tornar-se-ão juristas bem mais adeptos de uma postura dialógica frente aos casos com os quais se depararem por conta de sua profissão.

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Publicado

18/04/2026