VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: POPULAÇÃO NEGRA E DIREITO À SAÚDE
Resumo
O presente trabalho teve por objetivo tratar sobre a violência obstétrica sofrida por mulheres negras, abordando os posicionamentos de artigos científicos. Também apresenta análise de dados e estatísticas governamentais, além de pesquisas legislativas sobre a temática. O trabalho está dividido em três seções: a primeira apresenta um breve contexto histórico sobre a abolição da escravatura, bem como traz o conceito de racismo estrutural; a segunda define racismo obstétrico juntamente com o racismo institucional, demonstrando como o racismo implica em uma má qualidade na saúde da mulher negra grávida; a terceira seção trata sobre o desrespeito à saúde de mulheres negras grávidas no Brasil e em como há uma violação de seus direitos e garantias fundamentais. Para tal fim, em busca do aprofundamento do presente estudo, a pesquisa se reveste de caráter qualitativa, consistindo em argumentos e fundamentos de artigos científicos, notícias, leis e dados do próprio Sistema Único de Saúde do Brasil com escopo de compreender a violência obstétrica, a fim de aprofundar o conhecimento e procurar alternativas que pudessem amenizar essa problemática generalizada que assola o Brasil.