Autolesão Não Suicida e Contexto Escolar: Interfaces com Flexibilidade Psicológica e a Teoria das Molduras Relacionais

Autores

Resumo

O ensaio argumenta que a autolesão não suicida (ANS) na adolescência pode ser compreendida, à luz da Teoria das Molduras Relacionais e da Flexibilidade Psicológica, como resposta aprendida ao sofrimento emocional, e não como manifestação de psicopatologia individual. O sofrimento psíquico adolescente é constitutivamente relacional e contextual, o que implica deslocar o olhar do diagnóstico para os processos de significação mediados pela linguagem. Propõem-se estratégias interdisciplinares ancoradas na BNCC, como rodas de diálogo, escrita reflexiva, atividades artísticas e projetos coletivos, defendendo a escola como espaço estratégico para a prevenção da ANS e o desenvolvimento da regulação emocional.

PALAVRAS-CHAVE: Adolescentes. Comportamento autolesivo. Saúde mental escolar. Teoria das Molduras Relacionais. Flexibilidade psicológica.

Biografia do Autor

Mara Cristiane von Muhlen, Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre (PUCRS)

Psicóloga cognitivo-comportamental. Especialista em Terapias Contextuais-comportamentais (WAINER Psicologia).  Mestre em Psicologia e Saúde (UFCSPA). Doutoranda em Psicologia Clínica (PUC/RS). Investigadora na Universidade de Coimbra. Membro do Grupo de Avaliação e Atendimento em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (GAPCC) da PUC/RS.

Natali Meneguzzi da Silva von Mühlen, Universidade Santa Cruz do Sul

Psicopedagoga. Especialista em Transtornos do neurodesenvolvimento (CBI of Miami). Acadêmica de Psicologia (Universidade de Santa Cruz do Sul- UNISC), Campus Montenegro

Margareth da Silva Oliveira, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade 10 Federal de São Paulo (UNIFESP). Pós-doutorado em Ciências da Saúde na University of Maryland, Baltimore Country (UMBC), EUA. Sócia-fundadora da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC). Membro da Diretoria da Associação Latino-Americana de Psicoterapias Cognitivas e Comportamentais (ALAPCCO). Coordenadora do Grupo de Trabalho Processos, Saúde e Investigação em uma perspectiva Cognitivo-Comportamental (ANPEPP). Professora de Graduação e de Pós-graduação em Psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Coordenadora do Grupo de Avaliação e Atendimento em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (GAAPCC) da PUCRS. Pesquisadora produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ)-1B.

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Publicado

17/08/2026

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Artigos