GENTRIFICAÇÃO E PANDEMIA: O DIREITO À MORADIA COMO VÍTIMA

Autores

  • Claudio José Amaral Bahia Instituição Toledo de Ensino
  • Felipe Fukuyama Bernini Instituição Toledo de Ensino
  • Gabrielli de Alvarenga Simoni Instituição Toledo de Ensino

Resumo

Durante a pandemia da COVID-19, as condições materiais da população se deterioraram. Principalmente com o avanço da precarização e informalidade dos empregos, as camadas sociais mais vulneráveis se depararam com uma queda brusca de sua renda, colocando em risco a sua subsistência e a de suas famílias. As consequências tiveram grande amplitude, capturando os mais diversos setores sociais e econômicos do país. Evidentemente, a questão da moradia não poderia ficar de fora. Este estudo se propôs a entender como ocorreu o processo de gentrificação durante a crise sanitária global gerada pelo vírus. A pesquisa baseou-se no método quali-quantitativo, através de uma abordagem jurídico-sociológica com referencial bibliográfico e documental, com objetivo exploratório-descritivo. Concluiu-se que a pandemia, na verdade, se tratou de um acelerador do processo de gentrificação em razão da inadimplência em massa causada pela vulnerabilidade das classes sociais mais baixas, que passa a ser explorada pelo Estado e pela iniciativa privada por meio de despejos forçados. Os dados colhidos pela Campanha Despejo Zero reafirmam que o Estado tem um papel atuante em favor do mercado, seguindo a lógica neoliberal de priorização do lucro.

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Publicado

25/05/2026