Disclosure quanto à Nova Forma de Mensuração e Reconhecimento sobre Plantas Portadoras (Bearer Plants)

Autores

  • Roberto Silva da Penha Universidade Federal de Minas Gerais
  • Martha Cecília Cordeiro Soares Alves do Nascimento Universidade Federal de Minas Gerais
  • Alexandre Teixeira Norberto Batista Universidade Federal de Minas Gerais
  • Lis Daiana Bessa Taveira Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
  • Handerson Leônidas Sales Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

O setor do agronegócio representa cerca de 20% do produto interno bruto (PIB) brasileiro, representando uma parcela importante da economia. A Contabilidade, como mecanismo de representar a realidade econômico-financeira, precisa contemplar, da melhor forma possível, essas especificidades. Daí surge, dentro do processo de internacionalização da Contabilidade, a International Accounting Standard (IAS) 41 – Agriculture, cuja correlação no Brasil se deu por meio do Pronunciamento Técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola. O referido pronunciamento visa a dar um tratamento adequado quanto à mensuração, reconhecimento e divulgação dos ativos biológicos, contudo, em virtude do processo de aplicação da IAS 41, constatou-se a necessidade de sua revisão, que ocorreu em 2014, com início de vigência em 2016, dando tratamento específico às denominadas plantas portadoras (bearer plants). As mudanças contemplam a adoção do critério de valor de custo ao invés do até então adotado valor justo, e também a entrada no escopo do CPC 27 – Imobilizado. Com base nesse cenário, o objetivo deste trabalho foi verificar o disclosure quanto às mudanças que o CPC 29 trouxe no tocante às plantas portadoras nas empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa) em 2016. Os resultados mostraram que as empresas, em sua maioria, atenderam às mudanças e apresentaram os demonstrativos contábeis de forma retrospectiva com os impactos, contudo, nem todas demonstraram de forma retrospectiva o impacto da adoção da norma, e outras não fizeram sequer menção que possuíam as denominadas plantas portadoras.

Biografia do Autor

Roberto Silva da Penha, Universidade Federal de Minas Gerais

Professor Assistente dedicação exclusiva da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, doutorando em Ciências Contábeis na Universidade Federal de Uberlândia - UFU e Mestre em Ciências Contábeis pela Universidade de Brasília - UnB. Estudioso em normas internacionais de contabilidade, contabilidade societária e análise das demonstrações contábeis.

Martha Cecília Cordeiro Soares Alves do Nascimento, Universidade Federal de Minas Gerais

Graduanda em administração na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

Alexandre Teixeira Norberto Batista, Universidade Federal de Minas Gerais

Graduado em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

Lis Daiana Bessa Taveira, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Mestre pelo Programa Multiinstitucional e Inter-regional de Pós-graduação em Ciências Contábeis – UnB/UFPB/UFRN

Professora do curso de ciências contábeis da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM

Handerson Leônidas Sales, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestre em Administração pela Faculdades Integradas de Pedro Leopoldo

Professor do curso de administração da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Downloads

Publicado

14/06/2018

Edição

Seção

Artigos