PESTE SUÍNA CLÁSSICA E A ATUAÇÃO DO SERVIÇO VETERINÁRIO FRENTE AOS FOCOS NO BRASIL

Autores

  • YARA CAVALARI DE MORAIS
  • CARLA DE CÁSSIA SILVA BUENO
  • LARYSSA FREITAS RIBEIRO

Resumo

O Brasil é o quarto maior produtor e exportador mundial de carne suína, sendo este um setor promissor, o qual apresenta forte crescimento e boa competitividade no mercado internacional devido à qualidade e a inocuidade dos produtos, aliados aos baixos custos de produção. Com o avanço da tecnologia, intensificou-se o trânsito internacional, tanto de pessoas quanto de derivados de produtos animais, como material genético, produtos e subprodutos de origem animal. Em contrapartida, cresce também o risco de propagação de doenças entre os países. Por esse motivo, não se pode garantir a não introdução ou reintrodução de agentes infecciosos, mesmo em países, regiões e zonas livres de doença, que adotam medidas sanitárias rígidas e sucedidas. Recentemente foram identificados no Brasil focos de Peste Suína Clássica (PSC), uma enfermidade classificada como doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Sanidade Animal – OIE e esta incluída entre as doenças de notificação imediata de qualquer caso suspeito no país. Sua ocorrência acarreta graves consequências ao bem-estar animal, à produção suinícola, às exportações de animais e seus produtos e ao meio ambiente. É uma doença altamente transmissível, e que apresenta grande possibilidade de disseminação, podendo estender-se além das fronteiras nacionais, acarretando prejuízos socioeconômicos e sanitários graves, dificultando ou bloqueando o comércio internacional de animais e produtos de origem animal. Sendo assim, o Brasil busca a erradicação da doença no país através de estratégias do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), como o Plano Estratégico Brasil Livre de PSC, o qual foi desenvolvido em 2019, que objetiva trazer benefícios através do status sanitários de país livre da doença.

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Publicado

20/04/2021