Direito & Realidade https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/direito-realidade <p>A Revista Jurídica Direito &amp; Realidade é uma publicação eletrônica que tem natureza interdisciplinar, fluxo contínuo e recebe contribuições em português, inglês e espanhol.</p> <p>A Revista publica artigos e resenhas com as mais diversas abordagens teóricas e metodológicas, que se enquadrem nos campos de pesquisa da área do Direito.</p> <p>Classificação A4 no sistema de avaliação de periódicos Qualis/CAPES, no quadriênio 2021-2024, na área do Direito.</p> <p><strong>A periodicidade da publicação é fluxo contínuo.</strong></p> <p><strong>Qualis A4</strong></p> FUCAMP pt-BR Direito & Realidade 2236-0492 Os textos assinados são de responsabilidade dos autores, que cedem os direitos autorais à Revista. ANIMAIS NÃO HUMANOS E DIREITOS DA PERSONALIDADE: O CASO NARUTO, A FAMÍLIA MULTIESPÉCIE E OS LIMITES DA SUBJETIVIDADE JURÍDICA NO DIREITO BRASILEIRO https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/direito-realidade/article/view/4464 <p>O presente artigo examina se animais não humanos, a partir do caso conhecido como macaco Naruto, podem ser compreendidos como titulares de direitos da personalidade. Parte-se do problema teórico-jurídico criado pela exploração econômica de imagem, autoria e presença social de animais em contexto digital, sem perder de vista que a decisão estrangeira relativa a Naruto se concentrou na legitimidade para pleitear direitos autorais, e não propriamente na proteção civil da personalidade. A pesquisa utiliza abordagem qualitativa, método hipotético-dedutivo e procedimentos bibliográfico e documental, com análise de doutrina civilista, literatura de Direito Animal, jurisprudência e legislação brasileira recente, especialmente a Lei nº 15.392/2026. Sustenta-se que não é tecnicamente seguro afirmar, no atual estágio do direito brasileiro, que animais sejam titulares de direitos da personalidade em sentido próprio, pois a personalidade civil continua vinculada à pessoa. Todavia, também se demonstra que a leitura puramente patrimonial é insuficiente. A conclusão propõe uma posição intermediária: animais não humanos não são pessoas naturais nem titulares clássicos de direitos da personalidade, mas devem ser reconhecidos como destinatários de tutela jurídica própria, fundada na senciência, na vedação constitucional à crueldade, no bem-estar animal e nos vínculos afetivos da família multiespécie.</p> Alessandro de Almeida Santana Souza Fátima Luiza Frasson da Silva Souza Copyright (c) 2026 Direito & Realidade 2026-10-10 2026-10-10 21 ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO, SENCIÊNCIA E FAMÍLIA MULTIESPÉCIE: LIMITES E POSSIBILIDADES DE TUTELA JURÍDICA NO BRASIL https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/direito-realidade/article/view/4462 <p>O presente artigo analisa o reconhecimento jurídico dos animais não humanos, especialmente dos animais de companhia, diante da consolidação social da família multiespécie e da recente disciplina legal da custódia compartilhada de pets pela Lei nº 15.392/2026. Parte-se do problema consistente em verificar se o tratamento civil dos animais como bens semoventes é suficiente para responder aos vínculos de afeto, cuidado e responsabilidade que se formam no ambiente familiar contemporâneo. O estudo adota abordagem qualitativa, método dedutivo e procedimentos bibliográfico e documental, com exame da Constituição Federal, da legislação ambiental, da Lei nº 15.392/2026, da doutrina especializada e de precedentes judiciais. Sustenta-se que a Constituição de 1988, ao vedar práticas cruéis contra animais, permitiu a construção de uma tutela jurídica que supera a visão estritamente patrimonial. Conclui-se que a nova lei não atribui personalidade jurídica aos animais, mas reconhece, no plano familiar, a insuficiência da lógica puramente proprietária, ao estabelecer critérios de custódia, convivência e divisão de despesas orientados pelo bem-estar animal e pela responsabilidade dos tutores.</p> Alessandro de Almeida Santana Souza Fátima Luiza Frasson da Silva Souza Copyright (c) 2026 Direito & Realidade 2026-10-10 2026-10-10 21 ORDEM E LIBERDADE EM MEGA MAN X: AGONISMO FOUCAULTIANO, APRENDIZAGEM E DESIGN DE INTERAÇÃO https://revistas.fucamp.edu.br/index.php/direito-realidade/article/view/4463 <p>O presente artigo analisa a relação entre ordem e liberdade nos jogos da franquia Mega Man, com ênfase em Mega Man X, Mega Man X2, Mega Man X3 e Rockman 7, conhecido no Ocidente como Mega Man 7. Parte-se da hipótese de que a experiência de jogo desses títulos pode ser compreendida como uma pedagogia agonística, na qual o jogador é conduzido por regras, fases, inimigos, armas e rotas possíveis, mas preserva margem efetiva de escolha, tentativa, erro e reordenação estratégica. A pesquisa é bibliográfica e qualitativa, com análise interpretativa de jogos digitais e de um vídeo do canal Meteoro Brasil sobre Mega Man e Michel Foucault. O referencial teórico articula a noção foucaultiana de agonismo, especialmente a relação entre poder e liberdade, com estudos de jogos digitais, aprendizagem situada e design de interação. Conclui-se que Mega Man X é um objeto fértil para a escrita científica porque permite demonstrar, em linguagem culturalmente acessível, que liberdade e ordem não se anulam necessariamente, pois podem operar como tensão produtiva dentro de sistemas normativos. A série revela que a boa organização do desafio não elimina a liberdade do jogador, mas a torna inteligível, exercitável e estrategicamente significativa.</p> Alessandro de Almeida Santana Souza Fátima Luiza Frasson da Silva Souza Copyright (c) 2026 Direito & Realidade 2026-10-10 2026-10-10 21